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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Poemas dos Tempos - Portugal 65

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      CANTO À PRIMAVERA 

Canto a emoção da Primavera
que a natureza mistura nas searas…
são os ventos a espalhar as sementes
enquanto os corpos ficam à espera
que o prazer descubra a vida
e absorva a seiva de mansinho
para alongar a esperança diluída
nos braços que dão carinho.

Canto este hino a cada Primavera
e louvo a salutar atmosfera
que a mulher abriga no ventre alongado
onde esvoaçam as emoções
que o sonho traz entrelaçado
na promessa da perene vitalidade
fundida na expressão das paixões.

Viver cada manhã é um imperativo
com a sensação de continuar vivo
à luz do quotidiano transparente…
caminho livremente nas avenidas
resguardando na memória pungente
lindas emoções de muitas vidas.

           Joaquim Coelho
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    MUNDO DE FARSANTES

 Sei que corremos perigos
neste mundo de farsantes!
no justo caminho sem peias
vamos alertar os ignorantes
sem deixar moldar as ideias
e se afastem das nefastas ciladas
dos criminosos trapaceiros
vestidos com peles de cordeiros
a impingir o consumo da fantasia
manipulando as vidas e os valores
que nos provocam a total paralisia
onde só ficam as negras dores.

 Não posso guardar dentro de mim
a vontade de iluminar os descrentes!
esta força não vem por acidente
porque sinto o mundo ruim
e a injustiça tem várias frentes
atingindo cada vez mais gente.

Em qualquer lugar do mundo
há espaço para o protesto,
mas sinto um sentimento profundo
contra a apatia que detesto.

       Joaquim Coelho



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      AMOR EM COMBUSTÃO
                                                     À Musa especial

Afago o teu rosto imaginado
na confluência do destino traçado
bem vincado nos meus passos
e guardado na leveza da memória…
as quimeras de afagos e abraços
dão o ponto aos beijos molhados!
contorno a moldura inebriante
ao deslizar os dedos delicados
na pele do teu rosto fascinante.

Olhei teus olhos ternurentos
na contra corrente dos ventos
e descobri o saboroso mistério
nos silêncios que se escapam
do teu sorriso enigmático…
ando à procura do hemisfério
e encontro o lado simpático
que me conforta no jogo
da indomável paixão…
só os beijos apagam este fogo
do amor em combustão!

Necessito sentir a frescura
que me dás com intensidade
na vertigem desta loucura
entre o enlevo e a claridade.  

    Joaquim Coelho

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