segunda-feira, 7 de março de 2011

Poemas dos Tempos Port 45


Casamento na Hungria - 1978

  TRILOGIA DO SER COMPLETO

A vida está…
                      em todas as latitudes
cumprindo o círculo harmonioso
que prepara as nobres atitudes
      na intensidade do amor pleno
e supera os vícios nocivos
com objectividade inteligente.

A Felicidade…
                          está no bom senso
que orienta a imaginação criativa
da lúcida mentalidade
      metamorfoses de virtudes
em busca da suprema verdade.

O absoluto…
                      está na normalidade
da perfeição activa das emoções
na clareza das ideias largas
sem limites e sem restrições
      primazia sem especulação
na justiça aplicada pela razão.

A vida…
                 é fonte de inspiração
magnetiza a autenticidade
dos palpites do coração
em busca da autêntica felicidade.

Joaquim Coelho


Mulhes-polícia em Fontainebleau - 1981


             NOVOS TEMPOS

É tempo de acabarem os ódios e rancores
é tempo de se repararem as injustiças
é tempo de restaurarmos os valores
dos intervenientes nas dolorosas liças.

Cada um com a decência no gesto
generoso em humildade e coragem
contribua serenamente para o manifesto
atestando que ninguém ficará à margem.

Porque já vivemos com outra aragem
lanço o meu ruidoso protesto
contra as tropelias da ignóbil voragem
que se afoita na arrogância que detesto.

Não é de homens altivos e garbosos
pretender o poder aos trambolhões,
a revolução terá frutos mais gostosos
que se chegar fundo aos corações.

Joaquim Coelho
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      INIGMA DO AMOR

Porque deserta o amor?
o mundo tem só um eixo…
não roda sem rigor
e no jardim
brilham as flores
que enchem os caminhos
de perfumes e de cores.

Então porque falta o amor?
os homens indagam da terra
as ilusões dolentes
o que têm dentro
… em forma de sementes!

O amor deserta dos corações!
que não sentem as paixões
a vibrar… palpitantes
pobres seres errantes…
numa perturbante comédia
de espelhos baços
onde a vida pouco séria
desperdiça no silêncio
a doçura dos abraços.

Ninguém entende as fantasias
nem as canções dos dias
em que deserta o amor
numa dança de cores
sem deslumbramento
e cães pisando a flores!

Joaquim Coelho
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